junho 04, 2014

Carmesim ®



Carmesim


Ele a derrubou no chão
Com olhos brilhantes apesar de pouco clarão
E completou um sorriso

Esquivo

Quisera puxá-lo para que caísse também,
No intento de roubar-lhe os lábios,
Mas a ideia de machucá-lo não lhe cabe
Então o deixa que escape;
Assim também seu coração.

Quando outra oportunidade?
Devanear sobre alguma lhe titubeiam as pernas
Como o alvoroço no peito
Que se repete sempre que o vê.

Carmesim
Das cores a que melhor te adorna
Contrasta tua tez e os cabelos
Muda-lhe o semblante arrancando o que de teu é mais belo:

O sorriso...


Quisera sorrisse prá mim...

setembro 21, 2012



Sobre o tempo ®



  



Sei que estamos em tempo corrente










O tempo devora feito uma serpente

Tempo espera um pouco, por favor

Que, lá ao longe, desponta o amor

Tempo que leva os anos, as eras

Que vai somando minhas primaveras

Posso ficar aqui ao relento ?

Recostada continuo lendo -

Tempo que às vezes tão lento

Leva de mim meu lamento.

Tempo que tudo conserta

Pois com o tempo tudo se acerta

Tempo de ouvir a verdade

E fazer cair na realidade

Tempo prá ele sorrir

De fechar meus olhos e ve-lo partir

Tempo sorria prá mim

Pois o meu tempo só chora

Tempo me traga a aurora

E leva a chuva embora.                   

dezembro 29, 2011

Devaneios de Algodão ®



Ele pincela os ingredientes no prato
Sussurra sabores, os dispõem
Daí, veste o desprezo, a ironia e o desejo


Desejo ?


Despejo, derramo meu peito no intuito de não mais seguir seus devaneios
Egoísta me trai, distrai do objetivo com superfluos/nulos suspiros.


Grito


Desperta ! Ei desperta !


Pára de andar em nuvens imaginando o chão.


Queda


Ele a derrubou no chão
Com olhos brilhantes apesar de pouco clarão
E completou um sorriso


Esquivo


Desperta ! Ei desperta !


Veja o quanto percorri, está atrasada!
Precisa continuar e encontrá-la


Encontre-se !


Mas sempre desiste
Num gesto suicida


Persista !


Ei desperta ! Desperta !
Libera essa menina
Ela pertence a outra era


Quimeras


Desistas não delas
Há aqui, acolá
Quem vá se concretizar
Mas voce


Vai estar lá ?

setembro 21, 2011

Aos novos visitantes e uma pequena nota .

Olá.

Gostaria de deixar um agradecimento aos novos seguidores. Fico feliz ao perceber que o que escrevo está chegando a mais pessoas e espero que possam ver assim como também vejo : uma tentativa de fazer poesia. ...
Sejam bem vindos ! = )

...

Nota :

Alguns vem informando que encontram dificuldade em fazer comentário aqui no blog ( eu também encontro a mesma dificuldade ... ) , não faço ideia do porque isso se da, mas a única forma que encontrei para conseguir publicar seu comentário é visualizá-lo antes de publicá-lo.
Hoje, tive de visualizar o meu duas vezes pois, só assim, eu tive a opção de publicação; por que é assim ? Não faço ideia, mas estou tentando descobrir ...

Comentários, críticas ( sejam construtivas ou não ), sugestões, análises e afins serão sempre muito bem vindos.

Obrigada,

Bia Freitas .

agosto 24, 2011

Determinação ®




Não é o fim
Só é se você quiser que seja
Não pense que está sozinho, por mais que pareça


Cresça!
Ninguém cresce por você
Ramos de árvore
Folhas descoradas
Galhos sem folhas
Raiz sedimentada


Se parecer não haver saída
Olhe para cima
Não igonore suas lágrimas
Não as impeça
Não permita que sequem, ressequem seu peito


Não antecipe o que se pode, até, evitar
Não determine o grau de ódio ou de amor
Eles oscilam


Não queira ser quem não é
Já é difícil ser você mesmo


Não desanime no degrau
Não desista no primeiro não
Insisita - até ouvir o contrário


A recompensa está com a porta aberta
Abra os olhos para ela
Passe, ultrapasse os obstáculos / tentáculos


Sorria para quem disser que é fraco
Fraqueza é julgar, subestimar
Deixe a coragem te guiar
Verá seu reflexo nela
E seu escabelo : covardia .

junho 30, 2011

Silêncio ®





Não ve nada na estrada mal iluminada
No caminho, folhas de árvores que estiveram floridas
Calafrio distinto de quem não sabe o que esperar
Ferida de rosa de espinho



Tentou ter alguém a seu lado
Mas seus passos são sempre tão ágeis e ásperos
Poucos conseguem acompanhar
Por isso seus passos são sempre ... seus passos



Reinventando bons momentos
Que de tão raros que são, se escondem
Com seu mapa de esperança
E a certeza de que estão lá



Retalhos de sorrisos,
Pessoas, sentimentos,
Paisagens, lugares, experiências,
Remendados com agulha e linha



Adornam a memória
Se acomodam na bagagem
Retorno - inevitável saudade
E tudo volta a ser um grande e ensurdecedor ...

maio 15, 2011

Relevâncias ®

No abstrato
Concreto / Contrato
Sem tato
Sem honra nem hora
Perdem-se, de fato


Olfato

Cheiro de cinzas e sangue
E ninguém que a reclame
Perdida, em órbita dentro de si


Coisas que parecem simples
Mas que significam tanto
Já não têm os mesmos olhares de outrora -


As pinceladas da aurora
A cor do vento
O som das estrelas
O riso da lua -


Tudo ali, sendo ignorado
Não há sol que doure o sorriso


Dores que lapidam sobriedade
Plantando nuvens e colhendo sonhos
Felicidade momentos de anseio
Mas que, tão raros, não se permitem estender


Na importância de um abraço
Na urgência do beijo
Resta apenas o esmagado peito
Ressecado e preso na solidão .